segunda-feira, 5 de março de 2012

Espírito e Matéria

Parte Primeira - Capítulo 2: Dos elementos gerais do Universo

Neste subtítulo do Livro dos Espíritos são apresentados e estudados três conceitos: matéria, espírito e fluido universal. Tentei pesquisar um por um e finalizar com a integração dessas realidades em nossa vida. Utilizei novamente o recurso Wikipédia, que não é uma fonte totalmente confiável, mas que acredito irá servir para o propósito de observar como a MATÉRIA vem sendo estudada pela ciência oficial:

Em física, matéria (vem do latim materia, substância física) é qualquer coisa que possui massa, ocupa lugar no espaço (física) e está sujeita à inércia. A matéria é aquilo que existe, aquilo que forma as coisas e que pode ser observado como tal; é sempre constituída de partículas elementares com massa não-nula (como os átomos, e em escala menor, os prótons, nêutrons e elétrons).
De acordo com as descobertas da física do século XX, também pode-se definir matéria como energia vibrando em baixa frequência. A concepção de matéria em oposição a energia, que perdurava na Física desde a Idade Média, perdeu um pouco do sentido com a descoberta (anunciada em teoria por Albert Einstein) de que a matéria era uma forma de energia.

Podem existir três estados de agregação da matéria, que variam conforme a temperatura e a pressão as quais se submete um corpo: o estado sólido, que é quando as partículas elementares se encontram fortemente ligadas, e o corpo possui tanto forma quanto volume definidos; o estado líquido, no qual as partículas elementares estão unidas mais fracamente do que no estado sólido, e no qual o corpo possui apenas volume definido; e o estado gasoso, no qual as partículas elementares encontram-se fracamente ligadas, não tendo o corpo nem forma nem volume definidos.

Além dos três principais estados de agregação da matéria, há mais dois outros estados. Físicos do final do século XX demonstraram que existe um quarto estado, o plasma, no qual as moléculas já não existem mais e os átomos se encontram desagregados em seus componentes. A temperaturas superiores a 1.000.000 °C, todas as substâncias se encontram no estado de plasma. Em 1925, Albert Einstein, juntamente a um físico indiano de nome Satyendra Nath Bose, previu que havia um quinto estado da matéria, que só se manifestaria em temperaturas baixíssimas, próximas do zero absoluto, valor até então impossível de ser atingido, que equivale a -273,16 °C. O zero absoluto seria exatamente a temperatura de um corpo no qual todos os átomos tivessem parado de se movimentar. O quinto estado da matéria recebeu o nome de Condensado Bose-Einstein.


Com isso, já podemos perceber que há muitos estados da matéria e, quem sabe, ainda alguns outros, mais sutis, para se descobrir.

Para definir Espírito, recorri a Leon Denis e a uma mensagem de Joanna de Angelis, ditada ao médium Divaldo Franco). As duas analisam espírito e matéria, por meio de comparação e interrelacionamento de ambos:

A primeira delas está no livro O Porquê da Vida (disponível na íntegra aqui):


O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito.Dizendo ainda mais exatamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em ação. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a após a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso. Voltaremos, mais adiante, a comentar sobre a existência desse perispírito,chamado também de duplo fluídico.

O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além da túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites. Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.


E a segunda, publicada no livro Momentos de Alegria, abaixo:


Já o último conceito, o de FLUIDO UNIVERSAL, retirei de Evolução em dois mundos (disponível aqui), ditado ao Chico Xavier pelo Espírito André Luiz. Aliás, vale ter esse livros para consultar, estudar e reler, bem como toda a série de obras do André Luiz (veja aqui a coleção completa). Seguem os trecho selecionados:

PLASMA DIVINO - O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano. (pag. 21)
[...]
Definimos o fluido, dessa ou daquela procedência, como sendo um corpo cujas moléculas cedem invariavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si, quando retidas por um agente de contenção, ou separando-se, quando entregues a si mesmas.

Temos, assim, os fluidos líquidos, elásticos ou aeriformes e os outrora chamados fluidos imponderáveis tidos como agentes dos fenômenos luminosos, caloríficos e outros mais.
FLUIDO VIVO _ No plano espiritual, o homem desencarnado vai lidar, mais diretamente, com um fluido vivo e multiforme, estuante e inestancável, a nascer-lhe da própria alma, de vez que podemos defini-lo, até certo ponto, por subproduto do fluido cósmico, absorvido pela mente humana, em processo vitalista semelhante à respiração, pelo qual a criatura assimila a força emanante do Criador, esparsa em todo o Cosmo, transubstanciando-a, sob a própria responsabilidade, para influenciar na Criação, a partir de si mesma.

Esse fluido é o seu próprio pensamento contínuo, gerando potenciais energéticos com que não havia sonhado.

Decerto que na esfera nova de ação, a que se vê arrebatado pela morte, encontra a matéria conhecida no mundo, em nova escala vibratória. (pág. 119-120)

[...]

Assemelhando-se no conjunto ao musicista e seu instrumento, alma e corpo hão de conjugar-se profundamente um com o outro para a execução do trabalho que a vida lhes reserva. (p. 151)


Encerrando, deixo quatro frases incríveis para nossa reflexão. Até a próxima semana!



A deformidade do corpo não afeia
uma bela alma, mas a formosura da alma
reflete-se no corpo.

Seneca (Córdoba, 4 a.C. a Roma, 65 d.C.)
advogado escritore e intelectual do Império Romano.




A alma é a causa eficiente
e o princípio organizador
do corpo vivente.


 Aristóteles (Estagira, 384 a.C. – Atenas, 322 a.C.),
 filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande.





O corpo humano é a carruagem.
Eu, o homem que a conduz.
O pensamento, as rédeas.
Os sentimentos, os cavalos.


Platão (Atenas, 428/427 a.C.– Atenas, 348/347 a.C.),
filósofo e matemático da Grécia Antiga e fundador da Academia em Atenas




Assim como o homem se despoja
de uma roupa gasta e veste roupa nova,
assim também a alma incorporada se despoja
de corpos gastos e veste corpos novos.


Bhagavad-Gita ("Canção de Deus", em sânscrito), texto religioso hindu.
Faz parte do épico Maabárata e é datado no Século IV a.C.






Um comentário:

  1. Voltei para incluir um parágrafo que encontrei em um livro que estou lendo: Depois da Morte, do Leon Denis (disponível em http://bvespirita.com/Depois%20da%20Morte%20(L%C3%A9on%20Denis).pdf). Outra explicação sobre o fluido universal:
    "A ciência secreta também ensinava que um fluído imponderável se estende por toda parte, e tudo penetra. Agente sutil, sob a ação da vontade ele se modifica, se transforma, se rarefaz e se condensa segundo a potência e
    elevação das almas que o empregam, tecendo com essa substância o seu
    vestuário astral. É o traço de união entre o Espírito e a matéria, tudo gravando-se nele, refletindo-se como imagens em um espelho, sejam pensamentos ou
    acontecimentos. Pelas propriedades deste fluído, pela ação que a vontade sobre ele exerce, explicam-se os fenômenos da sugestão e da transmissão do pensamento. Os antigos chamavam-lhe, por alegoria, véu misterioso de Ísis ou
    manto de Cibele, que envolve tudo o que existe. Esse mesmo fluído serve de veículo de comunicação entre o visível e o invisível, entre os homens e as almas desencarnadas."
    Abraços,
    Katia

    ResponderExcluir